sexta-feira, 10 de novembro de 2017

praticamente morto ou , pelo menos , morto-vivo , vou passando os dias , com dificuldade acrescida À medida que o tempo passa , ora sentado em frente ao portátil , ora dormitando no sofá em frente de uma televisão cada vez menos atraente , vendo o tempo escorrer na ampulheta , com cada vez menos força e vontade de enfrentar os dias , sempre iguais , sem graça , sem sorrisos , sem palavras felizes falhei esta experiência única que é a vida

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Seriam umas dez da noite quando o som da campainha ressoou por toda a sala e chegou ao recanto onde se encontrava semi adormecido sentado em frente ao televisor moribundo , a que pouco ou nenhuma atenção prestava. Levantou-se , admirado por tão tardio toque e dirigiu-se lentamente até à porta de entrada

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Um frio gélido atravessa-me o corpo atingindo a alma . Não há vozes em redor , nem fogueiras , nem luz. Só o silêncio ! O silêncio que inunda o coração , o silêncio que abafa e leva com ele a esperança . O dia já se fez noite mas nem uma estrela escuto neste lugar onde me encontro. Não sei se amanhã estarei vivo mas se estiver espero ver-te à janela

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

silêncio. a tela em branco. a cabeça oca , o coração vazio , branco como a tela e mais silêncio , ausência(s) . 
Nada apetece , a morte em vida ,o desencanto ,
dor na alma , na carne , na mente e só ausências , vazio , silêncio


domingo, 15 de outubro de 2017

Três da manhã e um calor anormal. Acendo um cigarro , meio a dormir meio acordado , e pego no tablet como antes se pegava num missal. Começo a rezar. Já tão pouco me lembro o que li e vi. Lá fora agita-se um vento anunciador mas nada acontece. Apago a luz e tento dormir de novo. 
Passo , suave, a minha mão pelo teu ventre despido
o teu rosto ilumina-se com um sorriso terno


sábado, 14 de outubro de 2017

Só quero saber de ti ,
a tua ausência dilacera-me a vontade
os teus lábios extasiam-me os sentidos

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Onze da manhã . Mais um dia sem chuva . O lugar , como de costume , está calmo e nada de particularmente emocionante se passa. Aliás , para lá da vida de todos os dias das gentes que por aqui vivem , que não é coisa pouca , nada de especial acontece. À noite , o silêncio é quase sepulcral e só o recurso à imaginação nos ajuda a passar as horas vazias de sons. Ao contrário do que se possa pensar , não é mau de todo. Claro que preferia que estivesses aqui mesmo que não trocássemos qualquer palavra. Olhar para ti , seria suficiente. Na tua ausência , é à imaginação que recorro.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Uma indisposição abala o meu pequeno mundo de nadas ,
vazios , silêncios , ausências.
É a tua ausência que me afecta .
De que cor é o amor ?!... A que cheira o amor ?!...
A vida é assim. Tem dias em que não faz qualquer sentido. Nem a Catalunha, o PSD ou mesmo o José Sócrates me entusiasmam. Só a vitória de Portugal contra a Suiça , no último jogo de apuramento para o Mundial de Futebol,Rússia,2018,me alegrou um pouco , logo a mim , que normalmente não ligo nenhuma ao futebol.

A doença da minha mãe obriga-me a pensar na vida . Como disse , sem trabalho e com um pequeno rendimento anual , vislumbro com pessimismo o futuro. Cheguei a esta situação porque não venci a pusilanimidade com que vim ao mundo ou a ela me deixei vergar ao longo dos anos . Vivi durante muito tempo afectado por depressões e falta de auto-estima , consequência , porventura , de uma predisposição natural , a que se somou a circunstância de ter crescido em ambiente de algum desequilíbrio emocional provocado , em grande medida , pelo meu pai , ele próprio, também desequilibrado .

Sempre receei o futuro e ei-lo aqui , a bater-me à porta : não vem com cara de muitos amigos nem com muito bons modos. Não tenho outro remédio senão deixá-lo entrar e alojá-lo o melhor que puder.
Passo por dias sombrios , que tinha antecipado , mas vividos são outra coisa . Sem trabalho , com um baixo rendimento anual , preocupo - me com o futuro. Há alturas em que realidade esbarra contra nós de uma forma tão brutal e ruidosa que ,  se a situação por si só já não é boa , fica ainda pior , uma vez que nos tira esperança e discernimento.

Deixar tudo para amanhã , dá nisto.

domingo, 8 de outubro de 2017

Ficou ali quieto por instantes , sem saber para onde ir , até que , inexplicavelmente ,  as lágrimas começaram a cair , frias , pelo até então seco rosto.
Falavam - lhe em Deus e na redenção pela Fé mas sentia-se tão destroçado e descrente que não conseguia entender nada. Afinal , pensou depois , é que a possível verdade era a de que a sua arrogância é que o fazia estar assim. A arrogância de julgar estar certo !
Não é fácil reconhecer que nos enganámos quase todo o tempo. Que a nossa visão da vida e o nosso raciocínio sobre os outros foi , durante imenso tempo , um tremendo erro .