terça-feira, 20 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Domingo

Um dia cinzento e sem graça a juntar a uns tantos outros que tenho tido ultimamente.

Interrogo - me com alguma ansiedade como vou sair desta situação e não encontro uma resposta , nem vislumbro qualquer saída.

A falta de animo apoderou-se de tal forma de mim que parce ser mais um cobertor quente do que uma fria paragem de autocarro num dia de inverno.Parece que me quer agarrar ao invés de eu o querer largar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Beco sem saída?

Ao longo da vida já tive momentos em que me senti encostado às cordas, quer dizer , em que me senti sem saída , digamos que , encurralado.

É o que sinto neste preciso momento , neste primeiro dia de Dezembro , em que apesar de não estar um frio de rachar , o tempo não convida própriamente a sair de casa.

Não sei o que fazer com a minha vida. Esse é o grande problema.

Devolvi , com grande desgosto , o Bogas o que foi certamente mais um acto que reflecte o meu actual estado de indecisão relativamente a quase tudo. Além disso ,a casa ficou mais vazia, perdeu vida e eu , uma companhia.

No sábado passado tive uma conversa curta mas marcante com o Carlos Canoto sobre as contas relacionadas com os trabalhos que ele aqui tem feito. Desconfio que nada mais será como dantes o que pode ser mau e prejudicial para a manutenção quer do Forte quer da Ladeira, as propriedades da familía.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Porto

Dormi directo como há muito não acontecia. Efeito do ansiolítico , efeito das conversas tidas horas antes quer com o psicólogo quer depois com os psiquiatras na urgência do hospital.Não sei.Sei que não me levantei como normalmente acontece.

Mas as coisas não começaram exactamente da melhor forma. O desiquilibrio é algum e fui perdendo a tranquilidade à medida que o tempo passou.Quando a São aqui chegou não estava totalmente calmo.Alguma ansiedade cresceu por razões várias , uma delas o meu pequenino cachorrito , com quem me preocupo demais, é certo.

Podia e devia ter dado à volta mas fui - me um pouco abaixo . A viagem não correu mal de todo mas uma série de obsessões foram surgindo à medida que o dia foi passando e houve momentos em que me senti muito incomodado e indisposto, cheio de impaciência

Urgência

É para ontem - disse-me com convicção.
Recostei - me no sofá e fiquei com as palavras dentro de mim, em silêncio.
É a sua vida que está em jogo . Se eu estivesse no seu lugar , acho que não tinha nada mais importante com que me preocupar , era mesmo a minha principal prioridade - afirmou ainda mais energicamente e , um pouco depois , continuou: já que veio até aqui , anda um pouco mais e vai já à urgência do hospital.

Saí um pouco atarantado , não muito mais do que estava , é verdade , e  , quase como um autómato, consciente contudo de que era minha vontade , conduzi o carro, com precaução redobrada , até às urgências ; mesmo assim , alguma  incerteza pairou ainda nos meus pensamentos mas a noção precisa da real necessidade da minha deslocação , foi mais forte e , com custo , lá consegui chegar e encontrar um lugar para estacionar no meio do emaranhado que é todo aquele hospital também no exterior.

O Benfica jogava ou ia jogar com o Man United e isso foi - me favorável. Menos gente na triagem muito menos gente para a especialidade a que recorri - a psiquiatria - e por isso , ao invés de ser «despachado» em dez ou vinte minutos , estive quase uma hora e meia comunicando as minhas angústias e fobias , o meu mitigado desespero , ouvido pacientemente , primeiro por um médico sénior e depois pela sua assistente , uma mulher ainda jovem , interessante e bonita  , com uns óculos pretos , de massa , a fazer lembrar uma intelectual activa ou professora engajada , que , com profissionalismo,calma e atenção me foi ouvindo , me foi interpelando e explicando o que comigo se está a passar. Ao mesmo tempo,com uma agilidade elegante e discreta ia dedilhando no computador o que eu dizia , imagino que de forma sintética para futuro acompanhamento em consulta.

Vim mais aliviado mas percebendo que tenho um difícil caminho pela frente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Deserto

Apesar da chuva que tem caído , continuno a minha travessia do deserto , a duras penas , com momentos de silenciosa exasperação e de cortante angústia.

O " BOGAS"  , cachorrito que na passada sexta-feira resgatei a um eventual fim trágico ,veio dar uma «animação» à minha conturbada existência mas tem trazido aqui e ali alguma ansiedade e uns tantos incómodos nomeadamente os que se prendem com a limpeza daquilo que os seus ainda não educados esfíncteres deixam sair um pouco por todo o lado da casa.

domingo, 20 de novembro de 2011

Espanha

Mariano Rajoy acaba de ganhar as eleições em Espanha. É quase uma tradição que a governos de esquerda ( se a figura ainda existe ) que afundam as economias se sucedam governos de direita ( se a figura ainda existe ) tradicionalmente mais capazes de lidar com o maquiavélico mecado e com as suas pérfidas regras de funcionamento.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fardo

Carrego o fardo de uma vida mal conduzida  que se tornou de tal modo pesado que me custa cada vez mais a carregar  e que quase me deixa incapaz , nestes momentos , para prosseguir com a caminhada.

Circunstãncias diversas condicionaram para sempre a minha existência , à semelhança , é certo , do que acontece com todos , mas de que não fui competente para dominar a meu favor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mudança da hora

A hora mudou na madrugada de domingo passado e os organismos - pelo menos o meu - levam o seu tempo a adaptar-se ao novo horário. A questão é económica , acho , e foi implementada , salvo erro , numa das legislaturas de Cavaco , mas há quem não se conforme com a medida ( um meu colega de faculdade é um acérrimo opositor à mudança da hora ) e há pouco , quando quase desfaleci de cansaço , lembrei - me desses que são contra a mudança da hora, com alguma simpatia pela causa. É que , na verdade , o nosso organismo não é própriamente uma máquina , por mais perfeito que seja , para que logo fique pronto a trabalhar com horários diferentes. Ele é a hora de acordar , a hora de almoçar e a hora de deitar , pelo menos , que sofrem uma pancadita que se não dá para quebrar , dá para amolgar um pouco.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Na casinha

O tempo passa a voar !

Ainda há pouco me debatia com as paixões da adolescência e com as assustadoras descobertas de uma personalidade tímida e acanhada , principlamente no que ao sexo oposto dizia respeito e agora aqui me encontro , muitos anos depois , em frente ao computador , escrevendo na tela branca , quase em silêncio , ainda cheio de temores , mais elaborados é certo , mas em muito , semelhantes aos que outroram me atormentaram.

Mas a acompanhar algum dramatismo em que me enredo , há um lado cómico que me impede de submergir por completo e deixar de vez este universo.

O dedo rompeu o papel e ali fiquei a olhar para a pontinha que se via pelo rasgo , matutando logo se por aquela ranhura não poderiam ter entrado no meu corpo mil e um vírus , bactérias ou coisas assim. A minha cabeça de imediato se pôs a relembrar por onde teriam andado as minhas mãos nos últimos momentos , calculando mentalmente o risco de ter trazido para casa algum micróbio com vontade de fazer turismo dentro do meu corpo.
Depois lembrei - me que tinha lavado as mãos e esfregado as pontas as unhas antes de me sentar na sanita e fiquei um pouco mais tranquilo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Aniversário

Não gosto muito de fazer anos. Quero dizer , do dia própriamente dito. Fico ansioso e quase sempre um pouco deprimido.

O deste ano não fugiu à regra.

A certa altura do dia lembrei - me de convidar para jantar aqui em casa o J. e a S.. Uma desgraça! Acho que nunca comi tão mal nesta casa . Não fui eu o cozinheiro mas antes tivesse sido. Qualquer bifinho frito com batatas e arroz tinha suplantado de longe a sapateira e o arroz de tamboril que trouxe do restaurante. Espero que os meus amigos me perdoem mas compreenderei se não o fizerem. A coisa estava mesmo má.

No dentista

 - Olá, como está? , está tudo bem? ...
Mirei - a de alto a baixo,verificando se o seu corpo tinha sofrido alguma modificação, porque logo percebi que o seu rosto continuava suave e sereno.
 - Olá - retorquiu, com um sorriso franco - estou óptima.Está tudo bem , graças a deus.E você, como tem passado? - ao mesmo tempo deu um pequeno passo em frente e estendeu - me a mão para me cumprimentar.

sábado, 22 de outubro de 2011

Angústia

É um raio de uma situação que não é fácil.

Não quero estar só , não consigo estar acompanhado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Medo

Há momentos em que pareço estar à beira do abismo , próximo de cair , mas , tem havido até hoje , qualquer força que não identifico , a puxar - me para este lado , o do chão firme , não obstante nele cambalear muitas vezes,qual criança perdida dos seus progenitores.

Tenho um medo monstrusoso da morte e , já o terei escrito algures , da morte que pode chegar através das doenças , especificamente , das transmissíveis , particularmente das sexualmente transmissiveis. É um receio que está latente dentro de mim , para o qual não encontro justificação e que , em determinadas fases da minha vida , se trasforma em medo , diria até pavor,  que não consigo controlar e que toma conta de mim , chegando a bloquear  - me  quase por completo.

É uma coisa inexplicável e que me tem levado a pensar na necessidade de algum tipo apoio , do género de terapia psicológica ou coisa assim , porque de tal forma me leva ao encerramento dentro das fronteiras dos meus pensamentos e a adoptar comportamentos obsessivos , perturbadores a uma vida dita normal.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lobo Antunes

Boa entrevista dada a Mário Crespo na Sic Noticias, 21H00-21H30.

Fez-me mudar a opinião que tinha sobre o homem.

Sobressalto

E se de repente entrassem porta adentro uns gatunos violentos , o que faria eu?...

Crise

Contudo verifico que há muita gente a viver do subsidio , seja ele qual fôr , da reforma antecipada e de outras benesses sociais , em que este País é pródigo , sem qualquer problema de consciência, sem qualquer sentimento de culpa.Ao contrário , constato: reclamam ainda que a mama do estado não verte como devia verter, que  estão sempre a roubar , que não pagam o que deviam pagar , os gatunos...

domingo, 16 de outubro de 2011

Escondido

Tenho que me esconder , digamos assim. Viver atrás do próprio rosto , para me proteger dos outros e das palavras que dizem.

Vivo , por assim dizer , escondido .

É o que me tem acontecido ultimamente , muito por cause de estar desempregado .

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Angústia

Não sei o que fazer.

Nos dias em que nada fazemos , apenas duramos , não existimos, escreveu Padre António Vieira. 




domingo, 19 de junho de 2011

Porra de vida !

Quando fiquei desempregado disse a uma pessoa de família que podia ser pior , que não estava doente , que não seria o fim do mundo.
Hoje sinto que estar desempregado é como estar doente . Passo a maior parte do tempo em casa , sem vontade de sair , sem ânimo para estar com as pessoas , num ciclo vicioso que tem vindo a agravar-se de dia para dia e  sem que consiga vislumbrar uma saída.

Tenho consciência de não ser uma boa companhia. Transporto comigo , por esta altura da vida , uma forte carga negativa.

domingo, 5 de junho de 2011

Eleições

Decorrem ainda as eleições legislativas antecipadas. daqui a pouco menos de hora e meia ficar-se-á a saber se iremos ter ou não uma maioria estável para tentar que este país não se afunde de forma definitiva e duradoira.

Pessoalmente  , estou próximo da total descrença : estar desempregado aos 51 anos de idade tira o ânimo a qualquer um.

Encostado , sem razão para ter medo mas com receio de tudo , estou sózinho

E dói !... Bastante ! ...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Domingo

Não consigo evitar. Só na solidão estou bem , embora pouco me traga.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cinzento

Um dia cinzento e chuvoso interrompe uns dias de calor e de Estio antecipado.

Eu ando uma vez mais desanimado e sem vontade de fazer seja o que fôr. Preguiça, dir - me - ão e certamente com razão

Desconhecida

Venci um receio antigo , apesar de não me ter servido de nada ou de quase nada. Fui ter com ela e meti conversa como antes na vida nunca fizera.

Mulher interessante , jovem mas viajada e já com um trajecto profissional que , embora curto , peculiar. Mas as coisas são como são, o tempo não perdoa e eu estava ali deitado ao pé de uma mulher vinte e tal anos mais nova do que eu sem nada de especial para lhe proporcionar

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tempo

O tempo é implacável , já o escrevi . Não perdoa aos perdulários . Aqueles que não o aproveitam não têm segunda oportunidade

quinta-feira, 5 de maio de 2011

País de porcaria

Este é um país de gente fraca a achar que merece viver como gente digna.A vontade que dá é deixar de ser português , sair deste lodaçal e esquecer de vez que um dia por aqui andei.

Não há carácter , rectidão , honestidade , rigor , vontade de trabalhar com eficácia.

Troika

Nos meus tempos de estudante universitário , que aliás se prolongaram muito para além da conta , havia em Coimbra uma gelataria/sorveteria que se chamava troika. Penso que o espaço ainda existe e que continua a ter o mesmo nome mas não é mais uma gelataria mas sim um snack de refeições rápidas e a preço acessível.

Nesses meus conturbados dias de estudante eu era um tanto atreito a crises de indole existencial passando longos períodos de profunda melancolia (spleen Baudelairiano ) , que culminavam muitas vezes em depressões , algumas duras e aborrecidas.

Havia então duas coisas que fazia para minimizar os desagradaveis e funestos efeitos desses estados de misantropia : ir ao cinema - chegava a ver dois ou mais filmes por dia e ir à Troika , enfardar longos e grandes gelados , cheios de chantily , com muito chantily mesmo.

Dado que o spleen não escolhia estações do ano para se revelar,deleitava - me com os longos e demorados gelados mesmo naqueles meses do mais rigoroso Inverno , o que fazia de mim um ser relativamente invulgar porque na altura não era muito comum ver - se alguém a saborear um gelado fora da época «oficial» , isto é , no Verão.

Com a presença da Troika por estes dias neste país, se andasse hoje a queimar universitáriamente as pestanas e se , como então , fosse ainda sensível ao pó da melancolia e da tristeza sem razão , pouparia com certeza muito dinheirito em gelados.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sem título

Encostado a um canto por uma solidão não convidada , arrefeço . O coração bate lentamente e no olhar , uma tristeza ; pelo rosto desce uma lágrima , fria.

Lá fora , o vento , varrendo a copa das árvores , leva consigo as memórias do dia.

Nem tu hoje estás comigo. Deixaste-me aqui num desconsolo imenso , preso ao vazio espesso que cai do tecto.

Há momentos de harmonia. Fugazes , como pirilampos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Futebol.

O futebol em Portugal está hoje de parabéns. Apesar do fenómeno em si não me dizer muito e raramente perca tempo a ver uma partida , hoje , com quase toda a certeza , garantiu - se uma final europeia inédita - a da liga Europa - em que estarão duas equipas nacionais.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fim

Bem sei que é a morte que me espera , que no fim deste caminho , seja ele qual for , fecharei definitivamente os olhos e não mais verei a luz do dia.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Rumo

O que quero eu da vida?!

Mesmo não sabendo quanto me resta , que quero eu fazer do tempo que tenho para viver ?

Não , não espero morrer amanhã , mas isso , já se sabe , não se sabe , ninguém sabe quando será.

Acendo um cigarro. O fumo baila no ar , indiferente às minhas angústias do momento , invadindo os pulmões , sujando as veias por onde corre este sangue , alicerce da minha existência.

É numa encruzilhada onde me encontro , sem saber bem que caminho seguir , carregado de dúvidas e de interrogações , sózinho , como só estarei no dia do juizo final.

Inspiro , levando para denro de mim um pouco mais de nicotina.Numa baforada liberto um bocadinho da ansiedade acumulada mas continuo sem saber por que trajecto seguir.

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa

É um misto de satisfação e de desilusão o que agora preenche o vazio , aquele vazio que ultimamente tem sido companhia. Alguma coisa está , no lugar do vazio , é certo. Não sei é se melhor ou pior. Sinto que é diferente.

Andei de casa em casa , demorando em algumas mais tempo mas , por mais que tenha falado com muita gente , não transportei para dentro de mim o aconhego que no ano passado , pela mesma circunstância , recolhi.
Tudo muda . Hora a hora , dia a dia. Tudo está permanentemente em transformação e isso por vezes magoa e fere , por ser sinal que o tempo é implacável e se está marimbando para as pretensões individuais.

Tem que ser o individuo a controlar o tempo e não o contrário mesmo que isso seja uma ilusão  , a grande ilusão.

Todos se admiram pelo facto de nunca ter casado , juntado , amigado , seja lá o que for. Todos e eu ! Para além de me admirar , sinto no pêlo o custo dessa opção. Sinto a solidão. O vazio ! De novo e sempre o vazio. A ausência de um horizonte ou de um chão de onde se alcance um horizonte.

É estranho !

Houve um dia , não há muito tempo , em que te vi sentada a apanhar sol , numa descontracção natural , num deleite visível e , desconfio até que provocador , directamente provocador. Ainda hoje , apesar da chuva que caiu a espaços , te recordei ali sentada , ao sol , naquela atitude desprendida e cool que já te reconheço , quem sabe à espera que eu te fosse buscar , que eu te fosse chamar ou , talvez não , talvez nada disso , talvez até nem saibas o que sinto por ti , o que penso em ti , mas ali estavas desejada e linda e eu , como sempre , disse a mim próprio, ' amanhã , amanhã irei ter contigo e dir - te - ei então quanto te desejo , quanto te quero.'

Até hoje...!

Estarás aí amanhã , quando o sol banhar de novo as escadas onde te estendeste?!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sexta Feira

É santa , esta Sexta - Feira. O rito católico da Páscoa faz - se sentir mesmo que , para mim , seja apenas e ainda só pela televisão.

O dia está cinzento à semelhança dos que o antecederam , chovendo suavemente.

Andei quase toda a manhã a limpar o Forte. É um trabalho  - não produtivo - infindável. Há sempre mais qualquer coisa a fazer.

Para lá da minha mãe e da São , quase não tenho falado com mais ninguém nestes ultimos dois ou três dias.

terça-feira, 19 de abril de 2011

FMI

O fundo monetário anda por aí. Não veio só. Fez-se acompanhar de mais dois companheiros , formando uma troika , porque o doente que vêm ver está em estado terminal e os médicos de cá não são de confiança.

Temos sido um país ingovernável , erguido em cima de múltiplas asneiras , incompetências e mentiras .
Generalizar é perigoso , mas poderei dizer , com uma boa margem de segurança , que boa parte dos portugueses, não tem carácter e por isso fácilmente cede à corrupção e à venalidade.

Andamos nisto , nesta indigência , há séculos e , para além de preocupados e receosos , estamos ao mesmo tempo esperançados , muito esperançados , que esta visita forçada da troika  ponha este lugar no rumo certo .

Eternos crentes em D. Sebastião , que continua a marcar a nossa personalidade colectiva , acreditamos permanentemente num amanhã que traga o messias que nos acuda.

Não nos chegam as lições da história que nos demonstram à saciedade a nossa cavada incompetência para , no presente , salvaguardar o futuro . Preferimos esperar por um milagre , pelo milagre. É bem do nosso género preferirmos a espera pela ajuda divina e pelo apoio da Nossa Senhora de Fátima , a meter mãos à obra e fazer o que tem que ser feito , quando tem que ser feito e pelo tempo estritamente necessário para o fazer.

Chove

Finalmente chove!.

Uma chuva intensa até , cai agora sobre a terra sedenta dando - lhe a água tão necessária ao crescimento do que ela é capaz de produzir: frutos , hortaliças, vinho, batatas , etc.

Prevê - se uma semana assim, molhada e mais fria.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dormindo sobre o teclado

Quase dormindo em cima do teclado , sinto que os dias não me têm trazido aquilo que julgava obter. Bem sei que é preciso paciência e sabedoria. E descanso.É isso que vou fazer: descansar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Família

Já escrevi num outro suporte que , acabada a guerra com o Héldio iria começar a guerra com a família. E , não obstante a guerra com o primeiro ainda estar longe de terminada , já se ouve o rufar dos tambores anunciando a disputa familiar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Help

6 de Abril - Quarta

Portugal , através do ainda primeiro-ministro , formalizou o pedido de ajuda externa em socorro da economia e das nossas finanças via fundo europeu de estabilização financeira ou seja , F.M.I.
Logo as televisões nos enchem  de opiniões sábias e avisadas dos muitos entendidos na matéria que por aí proliferam.

Sócrates para além de mentiroso ou é louco ou é louco.
É incrível o contorcionismo deste indígena, é inimaginável a sua capacidade de dar o dito pelo não dito.

Mas que passos daremos com Passos?, que já se perfila no horizonte como futuro p-m.

Hoje fala-se da falta de equidade na distribuição do rendimento , nas consequências que o desemprego origina na sociedade de um modo geral e , muito particularmente , no futuro da educação dos filhos se não houver dinheiro para que eles continuem a estudar; fala-se que tem que ser em nossas casas que deve começar o combate à crise, evitando o desperdício, promovendo a eficácia, fala-se de tudo ,fala-se,fala-se...

Deus ajuda quem cedo madruga

5 de Abril - Terça

Um dia meio louco a começar muito cedo - Deus ajuda quem cedo madruga -  mas a certa altura as forças faltaram , quebrei e perdi - me um pouco.

A certa altura , quando fui visitar o Zé Pedro e ver a obra da sua nova casa , parecia um velho de setenta anos , carregando pesaroso as minhas angústias e as minhas dúvidas, como se carregasse às costas o mundo inteiro, caminhando lentamente por entre a confusão instalada , própria de um estaleiro de obra.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ao almoço de Domingo

Cansado, uma vez mais.

Isto certamente é , não uma sensação verdadeiramente sentida , mas sim um sinal emitido pelo eu do passado que quero e tenho que mandar embora.

A toda a hora sou confrontado com esse eu que existe ainda , com esse eu de carácter pusilâmine e procrastinador .Não tem sido fácil mandá - lo embora. Foram muitos anos convencido que era um vencido e um perdedor para que de um momento para o outro se imponha o eu que eu penso ser o mais próximo de mim e que quero que vença e a todos se mostre.
Nem sempre as palavras , reflexo da alma , ajudam neste processo. Ainda muitas vezes baralho , por causa das  palavras , os dois eus que existem e coabitam dentro de mim.
E com são importantes as palavras. Em certos momentos talvez mais importantes que os actos.

Hoje , ou melhor , ontem Domingo, para mim ainda há bocado , ao almoço ou mesmo antes até do almoço , num diálogo com a Carlota as palavras originaram uma acesa conversa , a roçar a discussão que , com ela , nunca leva a nada ou só leva à asneira , dado o seu carácter algo instável ,confuso e incoerente.

Acabada que julgo estar a "guerra" com o aldrabão do H. , irá começar uma outra "guerra" , desta feita com a família. Não que sejamos de guerras mas não somos é de conversar com calma e lógica, o que para mim poderá significar desgaste psicológico e mais cansaço.

Mas aí estamos para enfrentar esse novo desafio. O que é preciso é saber o que quero fazer.

domingo, 3 de abril de 2011

Vitória

Apesar do cansaço e da confusão que ainda subsiste dentro de mim , hoje , estou satisfeito! Não quero cometer o erro de cantar vitória antes do tempo dado que o meu génio algo temperamental  faz com que nem sempre sopese e pondere devidamente os meus actos .

Mesmo assim , mesmo restando uma pequenina dúvida , sinto que hoje consegui uma vitória e que hoje foi dado um importante passo na minha história e também na história da minha família .Foi inscrito um registo significativo no que toca à reposição da verdade e da dignidade de todos nós , muito particularmente da minha mãe e , claro está, também minha.

Não desejo mal a ninguém mas não estimo nem nutro o mais pequeno apreço por aqueles que traem , enganam , usurpam , mentem , agem de má-fé. Sempre que possível quero esse tipo de gente bem longe de mim.

Hoje consegui , tudo me leva a acreditar nisso, pôr termo a uma situação aberrante que durava há tempo demais; hoje acabei com  uma injustiça que nunca devia ter acontecido.

O H. deixou de trabalhar estas terras.

terça-feira, 29 de março de 2011

Lei, que lei?

O ser humano é complexo , isso todos nós sabemos.
Não é só nos domínios da psiquiatria, psicologia , sociologia , medicina ou filosofia que se fica a perceber essa complexidade. Na leitura de informação jurídica e de alguma legislação ficamos também com clara percepção dessa complexidade e por isso entendo a intrincada malha que a Lei tece para poder enquadrar o comportamento humano mas , c'o diabo não seria possível simplificar? será que tentar captar o detalhe da acção humana pela luz da lei será bom caminho?

Fico com a ideia que neste país , à complexidade natural do ser humano , se acresceu uma irracional e desmedida complexidade ao edifício legislativo e jurídico tornando -o num labirinto kafkiano , perigoso e ameaçador dos direitos , principalmente dos mais fracos.

Não será só por aqui com certeza que a teia da lei é complicada , mas fico com uma carregada impressão que por cá a coisa toma proporções gigantescas no que à confusão diz respeito.

Fico com a ideia que as portas ficam abertas para tudo. Para o sim e para o não , em simultâneo.

Depois é o descalabro que a toda a hora vimos noticiado na televisão e nos jornais. Acções , recursos e mais recursos até à exaustão ou ao esquecimento.Até que o tempo nos esgote.

domingo, 27 de março de 2011

Reveses da fortuna

Um tanto derrotista , é como me encontro agora. Derrotista mas não derrotado, assim quero crer, assim terá que ser.

Descobrir que em vez de um homem de confiança existe um filho da puta , um velhaco , um impostor , um parlapatão - estaria toda a noite a adjectivar o indígena - não tem sido fácil. Não tem sido fácil , pelo facto em si e pelos danos colaterais que causa , nomeadamente no relacionamento com a família. A situação agrava - se mais uma vez que o meu sangue aquece e volta e meia perco as estribeiras , perdendo o norte , perdendo o tino , perdendo , por consequência , tempo.

domingo, 20 de março de 2011

Solavancos

Aos solavancos é como me sinto a caminhar mas , do mal o menos , sinto - me a caminhar. Sempre adiei tudo , tudo mesmo , na esperança de um amanha melhor , de um momento mais  adequado para fazer as coisas , daquela altura certa.

Sinto que chegou a hora de deixar de adiar , porque essa atitude redunda numa desistência de tudo. Entre outras consequências este meu comportamento fez com me sinta só  e , pior do que isso, tornou - me num solitário , quase eremita .  Não há razões para isso . Nada justifica essa atitude , de nada , nada mesmo , me serve a continuidade dessa atitude.

Amanhã - que é sempre longe demais - irei falar com o H. e dizer - lhe que acabou a festa , o regabofe , o desnorte , enfim , o viver à custa de coisa alheia.

sábado, 5 de março de 2011

Exausto

Há uma linha ténue a separar o bem do mal ,o bem estar do mal estar. É nesse lugar que me encontro agora. Perto de estar feliz, perto de estar triste. Próximo de estar contente, próximo de estar zangado.

Muito se deve ao facto de estar cansado. O esforço fisico desta semana , aliado a algum stress fizeram com que o discernimento soçobrasse e a lucidez se afastasse um pouco.

Valerá a pena este caminho? A pergunta ergue-se por cima de tudo.
Tenho deixado de lado alguma coisa para me entregar a um projecto cujos contornos ainda não consigo perceber na plenitude.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Belitas

Não obstante o dia ter sido vivido com inquietude e até alguma angústia , reconheço a distância que separa o meu estado actual daquele por mim vivido há uns meses atrás , nomeadamente desde que comecei a escrever neste "diário" .

É com satisfação e admiração que registo as diferenças de perspectiva especialmente no que toca a esta terra e a esta casa , apesar de quase tudo estar ainda por fazer.

A Belitas foi hoje o centro dos meus pensamentos. Fui propositadamente a Coimbra para lhe pedir desculpa mas não a encontrei em casa. Ainda esperei um bocado . Em vão. Conduzi num estado de nervos assinalável , em semi transe , fora de mim. A coragem de lhe falar quase se perdeu .

Esta pendencia trouxe consigo a dolorosa sensação de que o passado não se pode emendar , que aquilo que se fez ou se disse , não pode ser mais modificado. Nessa linha de pensamento recordei com amargura , tristeza , raiva e revolta , a venda da Catrina , desastre sem remédio , com o qual , por insondáveis designios ,na altura concordei .

Muito do que fiz na vida , foi feito em estado de transe ou de pré transe , numa inexplicável inconsciência.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Frio

De entre o frio aparece um dia de sol mas insuficiente para aquecer o meu desencanto